APENAS PAREM: A IVI NÃO EXISTE! NÃO EXISTE! NÃO E-XIS-TE!

NINGUÉM é imparcial, nem um Juiz de Direito.

É sabido que o termo IVI (Imprensa Vermelha Isenta) foi cunhada por nosso companheiro ‘Corneta do RW’, embora não faça parte do nosso Hospício, também tem seus devaneios e loucuras. Sou um pouco mais antigo, acompanho programas de rádio e TV desde o final dos anos 70, minha memória por vezes é implacável. Dia desses, enquanto queimava a batata-doce no forno e esquecia a água fervendo na chaleira (que evaporou e quase causou incêndio em nossas dependências), remeti nomes de pseudos-jornalistas que durante um bom tempo defenderam a imparcialidade e isenção em seus espaços. Quando estes eram aferidos em suas atrações, determinavam que era idiotia passional de torcedor, ‘grenalização’ (como adoram esse termo patético) e doença propriamente dita.

Penso que o problema não esteja em assumir sua paixão clubística, sim tratar o ouvinte/leitor/telespectador (receptor da mensagem) como dotados de inferioridade inteligível no que tange separação de entendimento profissional. Ora vejamos, qualquer um aqui que lê agora, pensa o nome de dois ou três (porque são minoria nas relações) colorados rapidamente que estão em seus convívios. Na escola, no trabalho, no grupo do what’s app. Ou ainda frequentam médico/advogado/contador/farmacêutico que torcem para o rival. Flautas à fora e violência zero (como esperamos), nascer no Rio Grande do Sul, enseja na ampla maioria o desejo de ser azul ou vermelho (70% a 30% em números aproximados, dispensando os demais). Assim sendo, quem está na Rádio X ou Y, o colunista do A ou B, o apresentador do Alfa ou Beta, também têm suas preferências. Seria muito mais honroso assumirem e praticarem não a falsa isenção, sim o profissionalismo, como qualquer cidadão de bem (ao menos assim deveria ser, mas nesse país, sabemos que cada vez mais o caráter e honestidade não são importantes).

Recordem comigo:

* uma repórter, até com bom conteúdo, que cobria tanto um clube como outro, não gostava quando lhe indagavam o time, dizia ser imparcial. Sai por um tempo. Volta e hoje é ‘identificada’ de um programa que se passa em um cômodo da casa.
* um redator da meia-noite, que assumidamente carrega uma galhada em sua testa, bradava no twitter sua isenção, dias depois de ser demitido do Grupo do Dilúvio, aparece coordenando mídias do mesmo time que a citação anterior. Aliás, Youtube de time grande não cai.
* um ex-setorista/apresentador/jornalista que parece com o ‘Boneco de Olinda’, tratava como bobagem o fanatismo e vira ‘Digital Influencer’ de quem?
* um diretor de emissora, que recentemente foi para o interior de SP, diz que sofreu durante trinta anos calado (mentira, porque todos sabiam em seu ambiente de trabalho), resolve assumir seu amor em momento de êxtase ‘profissional’.
* um metido a narrador, que até na Caçarola andou para fingir isenção, pouco escutado porque era da emissora da ex-mulher do centroavante, saiu de lá corrido e o que aconteceu? Assumiu o ‘tom’.

Poderia colocar mais dez exemplos, pelo menos, mas vamos nestes. Lembram quando o ex-dirigente aquele disse que tinha ‘gente na folha’? O que todos eles têm em comum? Pois é. A unanimidade é burra, já diria um grande torcedor do Fluminense, mas a ampla maioria quando aponta a falta de conjuntura em distintos defensores alvirrubros na imprensa, corre o risco de acertar. Portanto, a ironia que intitula esse texto está justamente na antítese causada pelo moralismo exacerbado daqueles que pensam omitir suas ideologias, mas se perdem no primeiro boletim/artigo/passagem/off com mesmo cunho para um ou outro. Basta analisar. Fica a sugestão para algum ‘formando da Famecos’, escrever um TCC sobre a IVI. Garanto que o DEZ será consentido. Como entrevistados, falar com o ‘Fumando’, com o ‘Areia Mijada’, com o ‘Capitão Salsicha’ ou o ‘Em seguidinha’. Todos dirão que esse texto é uma imbecilidade.

Repito: o problema não está em torcer para o outro de Porto Alegre, sim em querer mascarar uma verdade em nome daquilo que chamam de imparcialidade, quando sabidamente, NINGUÉM é imparcial, nem um Juiz de Direito. Todos somos parciais aos nossos pensamentos, resta exercermos o profissionalismo e enxergarmos além da emoção, com a razão. Assumam seus times, aí talvez, nossos netos poderão dizer: “A IVI NÃO EXISTE, mas já existiu”!

Um abraço do Gui Zado,
o Cozinheiro!

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