ALGUÉM TEVE QUE PAGAR

O jogo de quarta-feira foi uma espécie de volta ao passado. Saiu o time vitorioso de Renato, que joga pra frente e vai pra cima dos adversários, e voltou o futebol feio e retrancado de técnicos como Celso Roth e Enderson Moreira: todo mundo atrás, jogar por uma bola, administrar a vantagem… isso nunca dá certo. E mais uma vez não deu. Pior que perder foi perder jogando horrivelmente mal. Foi merecer perder, foi não ter atitude, foi o número de chutes a gol caber em uma mão, e ainda sobrar dedos. Pediu para ser eliminado… e conseguiu.

Logo, alguém tinha que pagar o pato… e foi o Cruzeiro. Foram quatro a um, o goleiro da Raposa foi um dos melhores em campo, só fez gol por um afano do juiz, algo que infelizmente está se tornando comum… recuperou a autoestima dos gremistas. Com o que jogamos na quarta não ganharíamos a Recopa Gaúcha. Com o futebol de domingo estamos na briga. Até o medíocre (de médio, lembramos) Galhardo jogou bem, por sinal dando uma assistência no primeiro gol do jogo, o de Tardelli. Aliás… que ‘falta’ fez André nesse domingo. Parece ter achado a sua posição no time, no banco.

Falando em arbitragem… todas essas confusões com o VAR só demonstram como a arbitragem brasileira é ruim. Ao invés de resolver problemas está criando outros que não existiam. Quarta feira, mesmo com o futebol varzeano, o Grêmio foi prejudicado ao menos duas vezes. Não foi dado um pênalti numa bola que bateu no braço de um atleticano e não foi expulso um zagueiro que deu uma cotovelada na cara de Jean Pierre. Nesse domingo o pênalti contra o Grêmio foi dado num lance que a bola não bateu no braço de Michel. Sei, a banca paga e recebe, mas que isso parece uma roleta viciada, isso parece. No creo em brujas, pero que las hay, las hay. A arbitragem depende do fator humano, da qualidade e bom senso dos árbitros. Algo que parece não existir. Não existem critérios, todos querem se garantir, não se segue a orientação da FIFA, de na dúvida se marcar tudo a favor do ataque… parece que o critério é sempre marcar tudo a favor dos times do comissário. E com 9letto na CBF… say no more… Profissionalização? Pra que? Pros juízes não dependerem das federações, serem independentes e não deverem favores aos diretores? A quem interessa isso?

Foto: João Guilherme/Grêmio

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: