ADENOR IN LOCO PARA ASSISTIR SHOW DO TRICOLOR

No quinto gol, levantou e foi embora, pois virou GREnal!

Era uma vez um treinador que virou referência e unanimidade no reservado. Um cara inteligente, multicampeão, nascido na Serra Gaúcha e identificado com o Grêmio. Na noite desta terça-feira (01), Dia do Trabalho, ocorreu o encontro dele com o atual técnico da Seleção Brasileira. Sim, falo de Renato “Mito” Portaluppi, que recebeu em seus domínios a visita ilustre de Tite Bacchi, o Adenor, a fim de observar o modelo de jogo implantado no Tricolor.

Às vésperas da Copa do Mundo, ainda com dúvidas na convocação final para os 23 que buscarão o Hexa na Rússia, o campeão da Copa do Brasil 2001 queria ver Luan, Geromel, Grohe e Arthur. Esqueceu, talvez, que era importante também conferir Everton (diferenciado), Jael (que centroavante), Maicon (capitão que levanta taças) e Ramiro (um gigante cabeceando dentro da área). E o Cortez? Dia desses escutei que o titular da amarelinha, o tal Marcelo, é um Cortez com grife. E concordo! Sem esquecer de Leo Moura, um monstro com quase 40 anos. Além do Kannemann. Ah, sim, me empolguei. Esse é argentino. Mas com alma charrua, pampeana, gaucha, gremista.

Ao longo de 80 minutos, o atual comandante canarinho conferiu o toque de bola refinado, as assistências perfeitas, os desarmes na bola, as antecipações inteligentes, as transições rápidas, a defesa incólume, a gestão daquele que é o maior ídolo de TODOS os tempos, da Baixada ao Humaitá, passando pela saudosa Azenha. No quinto gol, Adenor levantou e foi embora, porque virou GREnal! Certamente com a dúvida. Ou duvidosamente com a certeza? Para não errar, do 1 ao 11 levar. Poderia até naturalizar o zagueiro que jogou de touca, para não perder o conjunto.

– Olhando no teu olho, do fundo do coração, te digo: que time. Que máquina! – confidenciou para seu empresário, que estava ao lado, de acordo com leitura labial do Hospício Tricolor.

Não deu tempo para notar o líder do vestiário chamar seu exército para saudar o torcedor no apito final, mas inexoravelmente desceu aquele elevador com seu conhecimento ampliado pelo futebol azul, preto e branco. Sobre o que ocorreu ao término? Respondo: Um a um, “Mito” buscou dentro de campo, cumprimentou, esboçou um pequeno sorriso e saiu, caminhando à vontade, como se estivesse indo de sunga até a quadra de futevôlei do Posto 9, em Ipanema, no Rio de Janeiro. Afinal, lá é que ele estuda, enquanto outros tiram foto em Paris para postar no Instagram.

Queremos o Hexa, o Tri, o Tetra, não necessariamente nesta mesma ordem. E buscaremos!

Um abraço, Gui Zado, o Cozinheiro.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

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