ACREDITEM, ESTÁ ACONTECENDO DE NOVO

A experiência de anos enfurnado no porão do Hospício em meio a alfarrábios empoeirados e carcomidos pelo tempo, me deixam a vontade para falar da importância da classificação do tricolor em meio a esse turbulento “período de transição”.

Na nossa história sempre existiram momentos cruciais que serviram como decisivos para uma mudança de rumo e consolidação da equipe na busca das nossas conquistas. A lista desses momentos é obviamente enorme, pois não há equipe mais copeira nesse país do que o nosso tricolor.

Porém, para fins de exemplificar o que estou querendo dizer, vale lembrar a decisão de pênaltis contra o extinto Atlético-PR em 21 de setembro de 2016. O jogo da estreia de Renato na casamata tricolor, um técnico até então desacreditado e debochado pela grande imprensa e também por alguns gremistas de pouca fé.

Para quem já esqueceu desse dia, foi também o momento de redenção de Marcelo Grohe –   um goleiro até então visto como insuficiente para a meta tricolor – quando o mesmo defendeu três penalidades, inclusive uma do aclamado goleiro Weverton.

Nesse dia foi concebido MilaGrohe. Nessa classificação para as quartas de final da Copa do Brasil brilhou a estrela de Portaluppi. Ali forjou-se um grupo vencedor, formava-se lideranças no vestiário e consolidava promessas da base. Um momento crucial, de mudança de atitude do torcedor perante a equipe e de apaziguamento nos bastidores. Dava-se início a nossa recente era de conquistas.

Toda essa lembrança para exaltar a vitória contra o Bahia em Salvador e a classificação as semifinais do Copa do Brasil na última quarta-feira. Acredito que todos nós gremistas sentimos o mesmo ao final da partida. O sentimento de que, sim, está surgindo algo positivo novamente, vamos buscar a nossa sexta taça.

Claro, não estamos prontos para sermos campeões, assim como não estávamos naquela decisão de pênaltis em 2016. Festejamos, mas não damos volta Olímpica. Sabemos que ainda temos uma semifinal e os 180 minutos finais da decisão. E devemos estar prontos lá, na hora de acertar o passe decisivo para ouvir o estufar das redes, de correr para dar um carrinho decisivo ou de fazer uma defesa impossível.

A experiência nos mostra de que quarta-feira passada foi a hora de bater no peito e gritar mais uma vez “aqui é Grêmio, respeitem esse manto copeiro”. Foi a virada de chave necessária para a volta da confiança abalada.

Então eu lhes conclamo. Acreditem!

Vamos ficar prontos na hora certa.

Está acontecendo de novo.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

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