A ORIGEM DO GREMISMO E O QUE TEM A VER COM NOSSOS PAIS

No começo de 2018 acompanhei um questionário, bastante informal, sobre as origens do gremismo nos torcedores do nosso Imortal. O questionário foi respondido por aproximadamente 800 pessoas, todas bastante identificadas com o Grêmio. Uma das perguntas era “Quem influenciou você a se tornar Gremista?”. A maioria esmagadora (63,9%) respondeu aquilo que todos imaginavam: “meu Pai”. Em segundo lugar ficou a resposta “minha Mãe”, com 14,1% (número bem representativo). Em terceiro, “meu avô” com 11,2% das respostas.

No último dia 12 comemoramos aqui no país tropical o Dia dos Pais. O mês de agosto é o Mês dos Pais. Consequentemente, também é o mês de lembrar das origens de três em cada quatro gremistas, ou, se preferirem, de 52,5% dos torcedores do Rio Grande (considerando os dados estatísticos fortemente respaldados pelo taura Paulo Egídio de que a torcida do Grêmio representa 70% do RS).

Aqui, meu avô foi o precursor imortal, começou o gremismo que se espalhou pelos filhos, netos e bisnetos (e que seguirá nas futuras gerações até o dia do próximo apocalipse). Ele conta que virou gremista porque simpatizava com o “cavalinho” azul que representava o Grêmio em algum jornal da década de 40. E, já naquela época, se enojava só de olhar pro cavalinho vermelho. Sou eternamente grato ao véio por preferir o cavalinho azul e por tudo o que disso se desencadeou.

Assim como na maioria das famílias gremistas, meu avô passou a paixão pelo azul (e também pelo preto e pelo branco) ao meu pai, que passou para meus irmãos e para mim. O que dar de presente de Dia dos Pais? Nem lembro quando foi a última vez que não foi algo relacionado ao tricolor. Não adianta, tá impregnado. Vivemos uma loucura em família. Não tem cura, é genética, é tradição!

E como é bonito ver a tradição sendo passada de pai para filho! Quem teve o prazer de comparecer à Arena nesse Dia dos Pais – dia em que vencemos o Vitória com nosso time Titular II (como intitulou o grande Gringo Velho) pelo elástico placar de 4 a 0 – ou até mesmo quem acompanhou a partida pela TV, pôde ver diversas cenas de encher a alma de alegria: vovôs, papais, filhos e filhas abraçados, unidos pelas três cores, vivendo aqueles momentos que nunca serão esquecidos. As minhas mais remotas lembranças tricolores na infância são sempre acompanhadas do meu pai, seja me levando ao Olímpico Monumental para presenciar os espetáculos de Jardel, Paulo Nunes e companhia, seja chutando uma bola ou pulando nela aos gritos de “Danrlei!”.

Quem tem o prazer de viver isso, compartilhar com o avô/pai/filho um sentimento tão puro e nobre, sabe muito bem do que eu tô falando. É unir aquilo que mais gostamos com as pessoas mais especiais. É um delírio! Agradeçamos! Celebremos!

Aproveitando a oportunidade, não custa lembrá-los de que estamos vivendo uma fase de ouro com o nosso clube. Estamos com um elenco formidável e empilhando taças. Estamos com a gestão ajustada, com dirigentes extremamente responsáveis e cientes do que fazem. Aproveitemos! Levemos nossos pais, nossos filhos e filhas à cancha! Falaremos sobre essa equipe pelo resto de nossas vidas, e nada mais justo que dividir esses momentos com essas pessoas, JUNTO AO GRÊMIO. Vamos viver essa loucura!

Buenas. Meu baita parabéns a todos os Pais Gremistas, com P e G maiúsculos mesmo. E, não menos importante, meu muito obrigado, de coração, por disseminar o Gremismo pelo mundo.

Um forte abraço praqueles que foram apresentados ao Grêmio pelos seus pais, pelos seus avôs, e também praqueles que já mostraram ou ainda vão mostrar pros seus filhos a grande maravilha que é torcer para e viver pelo nosso Tricolor.

Saudações!

Um comentário em “A ORIGEM DO GREMISMO E O QUE TEM A VER COM NOSSOS PAIS

  • 17 de agosto de 2018 em 19:30
    Permalink

    Bah, com esse post eu não poderia deixar de compartilhar minha experiência como gremista ao lado do meu pai, tenho lembranças de desde muito cedo ir com ele ao Olímpico e até mesmo ao Beira Rio, quando ganhamos um Grenal e ainda fomos comer um lanche num bar em frente ao estádio…
    Mas o que realmente me marcou foram os acontecidos recentes, mais precisamente na conquista da Copa do Brasil em 2016, quando fizemos loucuras financeiras para podermos acompanhar o jogo in loco, pois além do jogo em si, havia o se passado uma semana da tragédia da Chapecoense, e se tem um sentimento que não sai da minha cabeça, é a forte emoção de ter um brigadiano tocando O Toque de Silêncio no meio do gramado, enquanto eu abraço meu pai e nos debulhamos em lágrimas, assim como todos os 50 mil presentes naquele local. Após isso, veio a emoção pelo título conquistado, tendo eu, aquele dia, chorado de tristeza e alegria, chorado pelo futebol e o que aquilo nos representa. Um dia deveras. inesquecível.

    Uma outra paixão que meu pai e compartilhamos é a cerveja. Compramos nosso ingressos para assistir a final do Mundial na Arena e fomos bem cedo para lá, encontramos um beer truck e acabamos até por fazer amizade com os donos do mesmo, mas além da frustração pelo título perdido e as dores físicas após acontecimentos ocorridos sob amnésia alcoólica, o momento marcante desse dia foi quando estávamos lá, já meio ébrios, lembrei-me do tweet de algum amigo tricolor falando sobre agradecer àquela pessoa que te fez gremista e com isso, somente viro e falo: “Talvez eu nunca tenha te dito isso, mas muito obrigado por ter me feito gremista, por ter me dado a oportunidade de viver tudo isso que estamos vivendo, ao teu lado.”
    Novamente, as lágrimas tomaram conta dos nossos rostos e nos abraçamos, somente envolvidos por toda aquela emoção pelo Grêmio… E também um pouco pelo álcool que já corria em nossos sangues desde cedo.

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