A MULHER NO FUTEBOL NOS ÚLTIMOS TEMPOS!

A mulher está sim cada vez mais presente no futebol, no esporte, onde ela quiser.

Por conta de uma atitude isolada, ERRADA, bom que se diga, mas com uma conotação diferente daquela que a maioria resolveu entender, uma torcedora teve a casa queimada, a vida virada de cabeça para baixo e condenada pela ‘justiça popular’ a uma pena perpétua. Nunca mais se ouviu falar de Patrícia Moreira, que até deixou o Rio Grande do Sul pelo que se consta. Mas quem recebeu a culpa também foi a entidade Grêmio Foot Ball Porto Alegrense.

Agredir uma mulher é vil, baixo, covardia e tantos outros abjetos sinônimos destas palavras proferidas no começo da frase. Antigamente (não muito tempo atrás), era ‘normal’ (argh) tentar dar um beijo à força em alguma menina ‘bonita/gostosa/está provocando/etc’ em festas por aí. Sim, para alguns segue sendo a realidade, os assédios crescem. Evidente que há a diferença da paquera/flerte/conquista e muitas vezes a linha que divide isto é tênue. Agora, uma repórter do Esporte Interativo, Bruna Dealtry, fazendo sua entrada ao vivo na programação, recebe um beijo na boca, pelas costas, de um dito torcedor do Vasco da Gama, que mais parecia um ogro do que um homem na acepção da palavra, por favor! Alguns entendem como ‘mimimi’. Mas se fosse a mãe/irmã/filha dele sofrendo esse mesmo abuso? Qual atitude da entidade Clube de Regatas Vasco da Gama com o caso?

 

Domingo passado, nas cadeiras do Estádio Beira-Rio, durante o clássico GREnal vencido mais uma vez pelo Tricolor, a comunicadora Renata de Medeiros foi chamada de PUTA e agredida por um TORCEDOR DO SPORT CLUB INTERNACIONAL enquanto exercia seu trabalho. Há relatos de soco, outros de empurrão forte, sabe-se que o registro de B.O. ocorreu, mas o dito cujo colorado evadiu-se do local e não mais foi encontrado. E assim poderia citar diversos outros casos. Além da nota oficial MENTIROSA, qual outra medida teve o Clube?

 

Ah! Teve também a Carol Portaluppi. Sim, aquela que ‘invadiu o campo de jogo’ depois do apito final e o título consolidado para dar um beijo em seu pai na conquista do Penta da Copa do Brasil, em 2016 e fez a entidade Grêmio Foot Ball Porto Alegrense ser punida de forma patética no STJD, além de ser alvo de diversos paladinos da lei na IVI.

São relatos paralelos, que servem para dizer que a mulher está sim cada vez mais presente no futebol, no esporte, onde ela quiser. O respeito deveria existir com a torcida adversária, com a jornalista, com a mãe, filha, irmã, esposa de cada um de nós. Porém, cada tratamento é diferente. Seja por parte do Ministério Público, do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, da Imprensa Vermelha Isenta e, também, de muitos torcedores. E EU PERGUNTO, POR QUÊ?

Voltaremos ao texto normal na próxima quinta-feira, após os clássicos das quartas de final do ‘Charmoso’ Novelettão.

Um abraço, Gui Zado, o Cozinheiro indignado!

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