A IVI OVULA: GRÊMIO JOGA MAL E TEM MENOS POSSE DE BOLA…

Porém, ganhou com time misto e é vice-líder.

Na fria cozinha do Hospício, ainda mais gelada do que a rua lá fora, que ao menos tinha Sol, sofremos, não tanto como sofrem os torcedores do Clube aquele que nada vence há sete anos, sequer tem capitão que levanta taça e falsifica PDF, mas sim, sofremos. Jogando contra um adversário que NÃO PERDERA em sua casa desde 24 de janeiro (isso você não ouve, nem lê abaixo do Mampituba, exceto aqui), o time misto do Grêmio soube se impor e fez 2 a 0 no Bahia, do ex-treinador do SCI, Guto Ferreira (aliás, já pagaram o rapaz?). Mesmo com a vitória lá, não jogamos aquele futebol bonito, que impressiona o país, tem toque de bola convincente, coloca o adversário na roda e pressiona a partida toda. E querem saber? Problema é deles, não nosso. Ganhamos! Só que essa dualidade paranoica deixa os distintos funcionários da IVI em polvorosa. Afinal, a crise já se desenhava, porque sem Leonardo Moura, Geromel, Arthur, Luan e Jael, o cômputo nordestino seria no máximo um ponto. Seria a glória, visto que o outro time aquele de Porto Alegre ficaria acima na tabela, a sequência sem vencer ampliaria e viria um Palmeiras milionário pela frente, vencendo clássico de virada e com moral elevada. Só que não combinaram com o Renato “Mito” Portaluppi, nem com Walter, o galgo argentino, Kannemann. Que zagueiro. Que monstro. Que partida gigante fez esse cidadão, praticamente sozinho na defesa na tarde dominical. E dessa vez sequer precisou usar touca, nem levar pontos na cabeça. Saiu intacto da partida e estava pendurado.

Abrimos o marcador cedo, diante de um time que não se acovardou, mesmo sendo pequeno (apesar do título brasileiro de 1988). Depois de algumas rodadas, tivemos espaço para criar, ter contragolpes e não enfrentamos um ferrolho defensivo. Isso que na meta adversária tinha um goleiro que contra nós sempre sobressai. Novamente ele defendeu um pênalti de jogador gremista, entretanto, desta vez teve rebote e nosso próprio líder da tarja no braço direito converteu. Maicon, que não se abate com erro na marca da cal, sequer finge lesão e muito menos deixa a desejar em casa. Apesar do gol, não criamos muitas chances e vimos o oponente tentar a todo custo o empate. Todavia, paravam em nosso castelhano de fato e de direito, que não fala fino, joga firme, sem deslealdade e ainda sabe (?) sambar comemorando TÍTULOS.

Quando a placa subira de cinco minutos de acréscimos, com seis jogadores nossos amarelados (metade sem motivo), bolas alçadas na área, sufoco, parecia que o gol deles viria, uma falta na meia-lua, surgiu o imponderável. Dele, uma arrancada fulminante, uma jogada mortal de Éverton, aquele que é nosso expoente em 2018 disparado. No rebote do arqueiro, mais uma vez, nosso tento salvador (com perdão do trocadilho) na capital baiana. Thaciano, criticado antes de estrear por muitos justinos, mostrou frieza, qualidade e posicionamento. Balançou a rede, correu para comemorar e fechou a conta.

Se até a Copa do Mundo ganharmos de 1 a 0 jogando mal, sofrendo, atuando abaixo daquilo que ficou concebido como o ‘jeito Grêmio’, assino embaixo agora que topo. Apenas será necessário dizer para os secadores de plantão nos microfones por aí que não adianta inventarem crise, estamos mais vivos do que nunca em três competições e buscaremos esses canecos, pois queremos o Hexa, o Tri e o Tetra, não necessariamente nesta mesma ordem. A IVI pode até ovular com nosso “péssimo” futebol, contudo, seguirá a ver nossas vitórias, até porque o único grande do Rio Grande do Sul tem três cores: Azul, Preto e Branco.

Um abraço, Gui Zado, o Cozinheiro.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

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