A IVI entra em nova fase às vésperas da festa de 80 anos

Coluna do Leitor.

Durante o ano de 2020, como fomos alertados pelo RW (do blog Corneta do RW), serão comemoradas as bodas de carvalho (ops!!) da Imprensa Vermelha Isenta, a IVI, com o rival citadino do Imortal Tricolor, o SCI.

Como a parcela hegemônica dos historiadores só admitem a história que tenha registro, RW nos afirma que está lá, para quem quiser ver, na praça Memorial dos Eucaliptos, na Rua Silveiro, bairro Menino Deus em Porto Alegre, a placa que consagra a data, com os dizeres da eulogia ao chamado – pela imprensa da época, naturalmente – “rolo compressor”: “O grupo era uma grande família adorada pelos torcedores e pela imprensa.

Com o auxílio de umas contas simples, pode-se afirmar que a IVI atuou livre, leve e solta por cerca de trinta anos. Na troca de bastão entre as décadas de 60 e 70 do século passado, a condição de ataque sem defesa começou a mudar com o início da atuação de Paulo Sant’Ana no rádio porto-alegrense. Sant’Ana, aliás, nasceu apenas um ano antes da IVI.

Limitada e praticamente restrita à condição de exército de um homem só, a resistência à IVI, que à época ainda não havia sido assim nomeada, só podia manter eventuais escaramuças e, em geral, de divulgação e entendimento escassos. A entrada do blog Corneta do RW já nesta segunda década do século XXI e, gradativamente, de outros abnegados, alçou o combate para outro nível.

Enquanto Sant’Ana apontou algumas das hipocrisias da IVI, RW, por sua vez, sistematizou e ampliou a luta, deu nome aos bois (ops!) e às suas manias, cercou-se de voluntários, expôs-se à notoriedade por meio do Prêmio Press e de eventuais participações no rádio e, dessa forma, vêm desvelando o conluio cor de rubi que escreveu à força a história do futebol no Texas-BR, aliás identificado e apontado também por outros radialistas gremistas que, ao final da carreira, se liberaram dos constrangimentos corporativos, como o saudoso ‘plantão das multidões’, Antônio Augusto.

E, de repente, a IVI se viu diante do maior desafio de sua existência: a explosão da internet e o surgimento das chamadas redes sociais. Ela que falava sozinha e tinha o direito das réplicas, tréplicas e quadrúplicas, quantas quisesse, por ter todos os meios na mão e com exclusividade, desde há alguns anos é desmascarada e denunciada diariamente, com significativa repercussão.

A estratégia da IVI, que sempre foi fundamentada na hipocrisia, ocultando as reais intenções por trás de uma alegada isenção ou imparcialidade, começou a fazer água por todo o lado. Até mesmo interesses inconfessáveis, para além da paixão clubista, foram revelados e, à medida que ficou virtualmente impossível esconder continuamente as contradições e incoerências, a IVI colapsou.

Então era preciso alterar as próprias formas ivistas de atuação, como está a ocorrer com as estações de rádio, que deixam de lado a amplitude e assumem a frequência modulada e os streamings.

Para encarar o bate-e-volta das redes e outras formas de interatividade com leitores e ouvintes, a IVI reuniu forças e se reabilitou ao buscar no profundo poço das inúmeras vilezas humanas, o cinismo escancarado, abandonando a velha e civilizada hipocrisia na estrada.

A IVI agora, com exceção de um ou outro dinossauro reativo às mudanças climáticas e à espera do grande meteoro, não apenas segue a atuar com a parcialidade e falta de isenção de sempre, como anuncia, faz publicidade, debocha, se faz autointitulada e rebate o desvelamento de sua existência com as novas armas da guerra de comunicação de massa, como as tais fake news, outrora conhecidas como mentiras deslavadas.

Neste novo quadro, por mais que haja a exposição da hipocrisia da IVI e seus contrassensos, isso não surte efeitos sobre seus integrantes. E, se há algum a registrar, é o contrário do esperado.

As palavras e evidências estão aqui na internet e suas redes para serem descaradamente ignoradas e, algumas vezes, assimiladas e entendidas como enaltecimento pelos ivistas que estão a trabalho de si mesmos e do SCI, antes do que do jornalismo e da informação ao público.

A IVI mudou buscando se preparar para a entrada de sua oitava década de maquinações. É provável que a resistência a ela também tenha que buscar nova estratégia; o deboche escrachado, por exemplo, como já se pode perceber em algumas novas frentes de resistência como já acontece na programação da web rádio Hospício Tricolor.

Mário Kimáriu, de Tramandaí

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

%d blogueiros gostam disto: