A GRAMA DE JABBA E A GRANA DO PEDRO

Agora, só não entendo uma coisa: por que será que Jabba defendeu grama sintética? Será que ele está de dieta?

O Pedro Ernesto Denardin inventou uma “crise da grama”, escreveu uma coluna na folha da IVI da Ipiranga sobre o estado deplorável do gramado, nas palavras dele, uns dias depois de escrever que nós não tínhamos objetividade no ataque. Segue o anti-gremismo em bloco dele. Agora, novamente, fala não dos jogadores mas da estrutura. É uma desculpa para criticar o projeto da Arena, velha pauta da IVI, um recorrente tópico. A Arena não tem alma, não tem público, não tem sol que ali bata, é fria, nada cresce, uma verdadeira pocilga na visão do Salmão Denardin.

Ele clamou por um “gramado sintético”. Não falou do verdadeiro problema do gramado (tratamento errado e deficiente, uso por torneio privado na chuva – houve aluguel do espaço no final de semana, choveu, e mesmo assim vários jogos de amadores tiveram lugar, o que sacrifica muito o gramado – , shows etc). Má-fé pura, então, de Pedrernesto. Preferiu o rubicundo jornalista falar do sol, do custo da iluminação… Não falou da empresa, porém, tampouco da agrônoma responsável. Interessante. E sabem por quê? Porque tanto ele quanto o Diori elogiaram um monte essa mesma profissional, igualmente responsável pela grama do Aterro das Guampas. Logo, ele não podia criticar.

Insisto: ele não foi um repórter, não investigou ou auxiliou. Apenas corneteou o gramado que, de fato, está ruim, mas não porque o “projeto da Arena é deficiente e tampa o sol”, mas, sim, porque há ajustes que têm de ser feitos naquela manutenção e o clube sabe disso, estando tomando as medidas que julga adequadas junto à administração da Arena e à empresa responsável. O Renato e o Grohe já reclamaram em público, o clube já notificou sua insatisfação à profissional, mas nada disso foi colocado à luz pelo Jabba Denardin cuja intenção parece ser claramente outra.

A defesa do pedro legado Jabba por um gramado sintético passa por uma série de permissões e burocracias na CBF e na FGF; e sabemos que Jabba e Novelhaco são íntimos na defesa de tudo que é errado e imundo. Não duvidem de missa encomendada com intenções de criar um movimento de substituição do gramado. Vou mais longe: pesquisem no Google quais as empresas têm capacidade de fazer esse serviço e entenderão o motivo da súbita defesa de Pedro Grama: a grana. Nem menciono, ademais, o enrosco que seria. O Grêmio que já se manifestou tanto do gramado sintético do São José nunca cairia nessa armadilha. A leviandade de Pedro Ernesto é tanta que ele chega a defender como exemplo o gramado da Arena da Baixada. Que mudança repentina de opinião sobre aquele estádio, hein, Mortadela?

Em suma, não comprem mais esse problema, não lhe dêem trela. Agora, só não entendo uma coisa: por que será que Jabba defendeu grama sintética? Será que ele está de dieta? Porque em grama sintética ele não poderá pastar.

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