A CRISE NO PAÍS É A CRISE DO GRÊMIO

Down Mampituba já desenham um novo candidato ao título.

Irritantemente fiquei domingo à noite com aquele jogo do nosso Grêmio lá no Castelão (um castelo grande, dirão). Que bigorna parida (já escrevi isso alguma vez, tenho certeza) para ganharmos do péssimo Ceará. Já havíamos sucumbido contra os fracos Paraná, Atlético-PR e Internacional, candidatos ao Z4. Descobriram nosso método e contra nós, além de jogarem suas vidas, se fecham os onze atrás da linha da bola. Defensor também foi assim pela Libertadores da América, aquela que somos o maior brasileiro dentre todos. Maio chegou e mostrou que estamos em crise. A nação enfrenta uma greve de caminhoneiros (e não entrarei na questão política, porque tenho meu posicionamento, o Mendonça tem o dele, o Volódia é quase um russo e assim vamos), mas sabemos que de longe o que acontece no Brasil é grave e vem de muito tempo. Talvez, desde aquela maldita caravela. Dito isso, começamos o mês com goleadas contra Cerro Porteño e Santos. Depois, ainda fizemos três no Goiás. A partir de então ou não marcamos, ou ganhamos por apenas um gol de diferença. Isso é apavorante. Tivemos um aproveitamento de 83,33%, ainda temos um Fluminense, dia 30.

Para muitos estamos em um momento de recessão, concordo, quiçá, com toque de bola sem efetividade. Sou réu confesso, cheguei a gritar umas três vezes com a TV (não adiantou) para que chutassem mais. Minha alegria é que o Renato “Mito” Portaluppi detectou isto, ainda durante o jogo colocou Thaciano que tem um petardo de fora da área e orientou o time a arriscar mais, além de dizer depois na coletiva que prefere jogar feio e ganhar. O problema (ou a falta dele) está em sermos a equipe que mais bonito atua dentro de campo no território nacional e na América. Todos têm MEDO do Tricolor e, por isso, ficam acuados. Está incutido na cabeça (e nos pés de nossos atletas, a postura tática no relvado). É fato que temos dificuldades de furarmos ferrolhos. Porém, seguimos conseguindo os três pontos quase sempre. Quando esses não vêm, ficamos no 0 a 0 e mantemos uma invencibilidade que leva mais de mês. Se considerarmos time titular, então, vai longe a última vez que saímos derrotados de campo. O Gui Zado aqui sabe que até dia 13 de junho teremos novos sofrimentos. Talvez uma derrota se avizinhe, não gosto de pensar nisso, mas faz parte do futebol. Estamos sem Geromel, sem Arthur, por vezes sem Luan, a espinha dorsal. Soma-se isso faltas que fizeram Everton, Cortez, Kannemann, Leo Moura, Maicon, Ramiro, em diversos embates e, também, Jael, que mais tem assistências no time nesta temporada, sabiam? Nada contra o André. Tecnicamente é melhor, no entanto, ainda não encaixou em nosso esquema. Quando estiver pronto, nos dará alegrias. Ou esquecem as críticas para Thonny Anderson que sempre defendi? O menino tem condições, foi um grande achado de nossa diretoria, junto de Alisson (igualmente fora como outros), nos livramos de um salário alto e mantivemos o bom desempenho. Ontem, veio dele o gol da vitória, depois de uma arrancada fulminante do nosso ponteiro da camisa 11. Sem contar os erros escancarados contra nós das arbitragens.

Como o futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes, posso afirmar que a crise instaurada é porque andou faltando combustível para o Grêmio, que em seu ataque tem marcado poucos gols em comparação ao próprio Tricolor. Up Mampituba é percebido o quanto elogiam nosso sistema, o treinador, o elenco, as jogadas e o toque de bola. Down Mampituba já desenham um novo candidato ao título que venceu novamente com trancos e barrancos, além de entregadas homéricas. Faz parte! Estamos nas oitavas de final da Libertadores da América com a 2ª melhor campanha. Estamos nas quartas de final da Copa do Brasil ganhando os dois duelos na fase anterior. Estamos em quinto no Campeonato Brasileiro, mas dependendo só de nós para sermos campeões, porque o líder tem só dois pontos acima. No centro do país, aqueles que conseguem chegar às redações, ora a pé, ora de bicicleta, valorizam o melhor time do Brasil e garantem que fariam igual para nos enfrentar, ou seja, se apequenariam para perder de pouco ou arrancar um empate sem gols. É assim. A crise no país do futebol é a crise do Grêmio, que vez ou outra não consegue jogar tão bem, ainda que vença!

Um abraço, Gui Zado, o Cozinheiro

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

%d blogueiros gostam disto: